
A SUTIL ARTE DE UMA VIDA EM TRANSIÇÃO

ERA UMA VEZ…
Eu sempre fui aquele tipo de pessoa que gosta de puxar papo. Que sorri pra todo mundo, que dá “bom dia, “boa tarde” boa noite”.
Nem sempre tive respostas! Não é comum as pessoas se sentirem à vontade diante de um pedido de atenção, hoje em dia. Antigamente isso era mais comum. Quem nunca ouviu a mãe perguntar: “De que família você é?”
Ao fazer networking a gente precisa de disposição e inteligência emocional.
É muito comum nós vermos uma barreira ao se estabelecer esse processo de se conectar ao outro. Uma barreira invisível, chamada rede social.
Tem gente que prefere fazer networking pelas redes. Está certo, é muito mais fácil escrever, apagar, escrever de novo, ou mandar um áudio elaborado, pensado. Mas é pouco natural, pouco real e pouco sincero.
O melhor meio de se criar uma boa rede é sendo você, dentro do mundo do outro, respeitando o outro, mas sempre criando rapport, sem deixar de ser você.
Escrever bem ou gravar um bom áudio, ambos estão ligados à sua comunicação. É preciso saber se comunicar adequada e assertivamente, para gerar essa conexão.
Saber se expressar, cuidar da postura, comportamento, adequar a sua linguagem à linguagem do outro, demonstrar parceira, conseguir interagir mesmo diante de um assunto que você não domina, saber contar as piadas certas, administrar a impulsividade, a elegância…isso é fazer networking.
Muita gente, não faz, porque é difícil sair do seu mundinho, da sua caverna. Posso ser julgada, posso ser rejeitada, mas e daí? Quem nunca passou por isso? Pense: e se der certo e você gerar uma conexão de valor, onde esse contato pode te levar?
Networking não serve apenas para quando você precisar de uma indicação. Nem quando o desemprego bateu à porta, você pedir abrigo. Networking te ensina, abre os horizontes, você aprende um novo ponto de vista.
Conversas de networking podem render vários insigths para o seu negócio. Podem ser um incentivo à sua ideia.
Quantos empresários tinham em mente empreender algo, mas não sabiam ao certo o que ou como e durante uma conferência, uma reunião com outras pessoas, falando sobre o mercado, sobre oportunidades e de repente ele sai de lá com uma baita ideia pra tirar do papel.
Networking é sobre gerar relacionamentos, é lidar com pessoas, é aprimorar essa habilidade tão desafiadora no mercado.
Bendita timidez
A introspecção nunca foi um problema. Eu mesma conheço muitos introspectivos que fazem um ótimo networking.
Pessoas mais fechadas são focadas, objetivas, possuem os pensamentos alinhados e isso de forma alguma é desfavorável.
Mas claro, ainda assim há aqueles que soam mais reativos e está tudo bem. Mas pra isso, as portas precisam estar abertas, por isso sorria, sempre, onde quer que esteja. Não dê bom dia, mas sorria. O sorriso é convidativo. É como se você dissesse, “oi, se você quiser conversar, eu estou aqui”.
Basta então, você se permitir vivenciar essa experiência e tirar o melhor dela. Aproveitar a reatividade e demonstrar-se interessado em aprender.
Aprender, reaprender, desaprender, aprender de novo, esse ciclo sem fim é o que temos de melhor para a nossa mentalidade de crescimento ou mindset de crescimento.
Movimentar o cérebro, gerar hormônios para desenvolvimento da criatividade, da eloquência, de um pouco de humanidade.
Não é uma escolha
Gerar conexão é necessidade. Precisamos sair da caixa para deixar a nossa originalidade fluir, como ensina Adam Grant no livro “como os inconformistas mudam o mundo”.
Permita-se dar oportunidade para o seu networking florescer, ele será valioso para a sua carreira.



